Mario Cunha, Músico, Professor, Comendador, Palestrante e Diretor | Quero ser Músico Entrevista: Mario Cunha
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Quero ser Músico Entrevista: Mario Cunha

Quero ser Músico Entrevista: Mario Cunha

Na terceira entrevista da série, hoje o Quero ser Músico divide as experiências do Professor Antonio Mario da Silva Cunha – diretor, fundador do Conservatório e Faculdade Souza Lima, que se destaca pela atuação empreendedora em 36 anos de uma instituição reconhecida internacionalmente.

Como empreender na carreira de músico? Como transformar um trabalho embrionário em algo grandioso e reconhecido?

Poucos sabem que o Professor Mário, como prefere ser chamado, foi o primeiro educador do Souza Lima, iniciando a escola lecionando em uma única sala. E hoje divide atenção dirigindo a faculdade, curso técnico, cursos livres, e em quatorze pólos.

Hoje a carreira inspiradora de quem empreendeu no ramo da educação musical.

ENTREVISTA

Nome: Antonio Mario da Silva Cunha

Cidade Natal: São Paulo

Ano de Nascimento: 1959

Instrumento: Piano, órgão eletrônico e acordeom

Formação Acadêmica:  Bacharelado e licenciatura em educação artística na Faculdade Marcelo Tupinambá

Formação Livre: Conservatório Marcelo Tupinambá

1)Em que ano iniciou sua atuação como músico profissional?

Como músico a partir de 1975 como pianista e como professor a partir de 1981

2) Quais áreas já atuou diretamente como músico profissional?

Como pianista e organista atuei em concursos e concertos por diversos teatros e clubes, além de trabalhar efetivamente com o setor de festas, casamentos e eventos corporativos. Também atuei como regente de coro em igrejas. E também como professor no inicio das atividades do conservatório Souza Lima – lecionando piano erudito, órgão eletrônico, acordeom, teoria e Coral.

E desde o início do Souza Lima exerço o cargo de diretor/empreendedor.

3) Como foi a decisão de empreender em educação musical?

Eu havia terminado o período do serviço militar e regia o coro militar todos os dias pela manhã e isso me motivava a realizar ações com um número grande de pessoas e tive a oportunidade de ser convidado pela minha Professora de Orgão eletrônico Annita Salles para ajudá-la em sua loja de instrumentos musicais.

Em meio a saída abrupta da Professora Annita Saller da loja devido a uma mudança de cidade, fiquei com a casa locada para facilitar a operação da sua saída e  nesse momento adquiri o nome conservatório SOUZA LIMA iniciando o meu trabalho como diretor e empreendedor da área musical.

4) Qual a principal contribuição que sua formação acadêmica ofereceu para as atividades de empreendedor que exerce?

A vivência na faculdade Marcelo Tupinambá como aluno, presidente do diretório acadêmico e ainda secretário foi a oportunidade  que  tive de conhecer os caminhos da  gestão administrativa e acadêmica.

Como gosto de me dedicar e muito ao que faço, iniciei uma busca incansável de oferecer o  meu melhor a comunidade musical. Algo que perdura por 36 anos (desde a fundação do Souza Lima).

Com certeza, estudar música, viver de música e sobre tudo ensinar música é minha missão. E por mais de 20 anos as experiências me trouxeram a sabedoria para atuar como diretor e empreendedor cultural. Sou um entusiasta da formação e informação musical.

5) Partindo de sua experiência, e do coletivo de professores que atuam em sua instituição: Como realizar o direcionamento inicial, estabelecimento e consolidação, para a atividade de educador musical?

Pensando sempre grande e abrangente, criando condições e situações favoráveis às mudanças de costumes e utilizando as facilidades do uso que a tecnologia  nos apresenta. A manutenção de uma escola bem equipada e com metas definidas e revisadas constantemente são fatores significativos para o direcionamento.

Unindo isso com a experiência de muitos anos onde atravessamos períodos com as já conhecidas conturbações econômicas, sociais, politicas  e culturais que nos são impostas todos os dias  compõem novos desafios diários que temos de vencer para nos consolidarmos.

Ressalto a importância do trabalho em equipe, do compromisso coletivo e do intelectual apropriado para a atividade é um fato determinante para a estratégia e incursão educacional  no  mercado como um todo.

6) Quais características o músico deve ter para empreender no ramo da música?

Sobre tudo foco e determinação, pois, é uma área singular e muito personalizada.  Para obter resultados positivos precisamos de compromisso com a educação musical e em especial com a formação acadêmica.

7) Como a disciplina de instrumentista contribuiu em sua consolidação e atuação empreendedora?

Todos os dias, temos de nos esforçar e nos dedicarmos ao estudo da música ou ao ensino da música, pois, somos chamados para diversos temas no dia a dia, mas tendo em mente o treino e a capacidade de absorção e a capacidade de discernimento do que é de fato importante para a empresa/escola ou ainda para o músico/professor, exerce-se  diariamente com muita disciplina e metas. São lições similares.

8) Partindo de uma visão acadêmica, como avalia a formação universitária oferecida aos estudantes no Brasil ao que se refere a preparação para o mercado de trabalho do músico profissional? O músico graduado está preparado a gerir uma carreira tão diversificada?

Sim. Mas o mercado tem variações enormes, de acordo com o seu momento histórico e por isso, creio que devemos reciclar e buscar novas alternativas para a formação do cidadão músico dia-a-dia.

Devemos reforçar cada vez mais o comprometimento com o talento e conhecimento para auferir melhor resultado. E se cada vez mais o mercado forma  músicos bacharéis ou ainda licenciados, com certeza, valorizando esse mercado de atuação do músico com a formação acadêmica e utilizando de recursos, pode hoje fazer a diferença nos vários desafios da sua vida e da diversificação – desde aulas, ensaios até shows, concertos e eventos.

9) Como sua experiência adquirida com a prática e gestão empreendedora poderia contribuir com a formação dos novos músicos do Brasil? 

Creio que todas as atitudes e ações que tomar na sua vida dedicada a música, devem ser em busca de realizar algo nobre para a gestão de sua carreira e assim sendo, o que posso dizer, é que devemos ficar sempre atentos as novas perspectivas e possiblidades de realizações e tornar seu projeto único e valioso e com certeza, o sucesso  virá.

O meu maior legado é o exemplo disso e a dedicação que entrego a minha gestão, operação e ainda visto  recentemente no empreendimento que acabo de realizar na unidade do Souza Lima Paraíso para oferecer sempre o meu melhor. Esse é o ponto. Fazer sempre o seu melhor.

10) Qual a importância de diversificar dentro das áreas de atuação do músico profissional? E essa diversificação, em sua visão, se compara as ações de uma empresa?

Nos dias de hoje, somar é essencial e por isso, devemos estar prontos para ser um instrumentista ou ainda professor e ou ainda, desenvolver sempre mais do que uma carreira dentro da música.

Sabemos que temos muitas oportunidades, vários segmentos e ou carreiras a seguir dentro da atividade de música profissional, que vão desde o instrumentista, copista, arranjador, compositor, produtor e até mesmo regente ou maestro e por isso, o preparo, o estudo, a dedicação, a experiência e a busca pela excelência são fundamentais para a evolução. E que seja de sua carreira ou ainda para sua empresa.

 

Caríssimo amigo Antonio Mario da Silva Cunha agradeço a entrevista. 

A contribuição com uma nova geração de músicos profissionais, melhor formada, mais informada, é um legado que com certeza temos em comum.

Grande abraço

João Marcondes

Entrevista realizada por e-mail em 20 de maio de 2018.